quinta-feira, 7 de abril de 2016

Como fazer um papiro?

Processos da fabricação do Papiro:

1 – Retira a camada verde que reveste o caule e corta ele em tiras.
2 – Para fazer a folha dispõe-se a camada horizontal de tiras sobre a vertical.
3 – Depois martela-se a folha para fazer com que as tiras adiram.
4 – Coloca-se a folha embaixo de uma pedra por alguns dias até as tiras virarem uma unica folha.
5 – A folha é então laminada. (Com uma espécie de pedra pome).

Obtém-se, assim, uma folha lisa e macia, pronta para ser usada.

Seja um escriba

Seja um escriba. Isso lhe salvará da labuta e lhe protegerá de todo tipo de trabalho. Você será poupado de enfrentar a enxada e o alvião, de forma que não terá que carregar cestas. Vocé ficará livre de manipular o remo e será poupado de todo tipo de sofrimento

A vida de um escriba

Mas para chegar onde estou, tive que sofrer muito, passei anos estudando não só a escrita e os hieróglifos em si, mas precisei ter conhecimento de um conjunto de ciências. Fui para a escola de Tebas, onde tive como ensinamento, o desenvolvimento de precisão para desenhar, dominei o idioma, sem contar a literatura e a história de meu país. Esses conhecimentos em conjunto a amplos áreas de matemática, processos administrativos, mecânica e desenhos arquitetônicos me levaram a ocupar uma posição importante na sociedade como letrado. Estudo desde meus 4 anos de idade. Os professores não eram modelos de paciência; um deles exclama: As orelhas de um aluno estão nas costas. Ele só escuta quando nela batem.


Funcionalidade de um escriba

Muitas pessoas falam que o trabalho como escriba não é tão importante (talvez se não fosse tão importante, eu não estaria nos níveis mais altos da sociedade, abaixo apenas do faraó e dos sacerdotes, pois os dois tem uma relação intima com os deuses, e quem sou eu para questionar os deuses?). Meu trabalho é um dos mais importantes e valorizados do Egito inteiro, apenas pessoas ricas conseguem tornar-se escribas. Sem os nossos papiros, não teríamos nenhum tipo de comunicação ou de registro dos nossos amados e passados faraós, nem teríamos o ‘Livro dos Mortos’’ escrito e re-escritos tantas vezes para suprir o número de tumbas, sem contar a contagem dos impostos, os acontecimentos históricos e registrar a vida dos faraós. 
Nós, escribas, somos mais especiais que a maioria das pessoas desse reino, nós somos mais importantes, a nossa força não delimita apenas na força bruta, e sim na força da mente.


Quem eu sou?

Meu nome é Ménes e eu estou aqui para contar a deliciosa e simplória vida que um escriba do Antigo Egito tem.  Escrever está no sangue da minha família, meu antepassado parente era um escriba do faraó Ménes (aparentemente, a criatividade não segue na linha sanguínea), e desde então o trabalho de ser escriba vem correndo na minha família, herdei este trabalho de meu pai; este que herdou de meu avô; que herdou de seu pai e por aí vai. É algo hereditário, como todos os outros trabalhos do Egito. 

quarta-feira, 6 de abril de 2016